América
Latina tem 96 mi de pessoas vivendo com menos de US$
1 por dia
SÃO PAULO - A América Latina
registra hoje 96 milhões de pessoas que vivem
com menos de US$ 1 por dia. Ou seja, 18,6% da população
da região não tem recursos suficientes
nem para comer, salientou a Comissão Econômica
para América Latina e Caribe (Cepal).
Estudo do órgão das Nações
Unidas sobre os objetivos do milênio fixados em
2000 mostram que os esforços para cumprir a proposta
de reduzir pela metade a pobreza extrema entre 1990
e 2015 estão sendo insuficientes. Apenas o Chile
atingiu essa meta. Brasil, Equador, México, Panamá
e Uruguai conseguiram diminuir a pobreza mais do que
o esperado e Venezuela e Argentina são os únicos
países que viram aumento.
Pelo levantamento, se forem somados os pobres, que vivem
com menos de US$ 2 diários, às pessoas
em pobreza extrema, que sobrevivem com menos de US$
1 por dia, contabiliza-se um contingente de 222 milhões
de pessoas de poucos recursos, o equivalente a 43% da
população da América Latina.
Coordenado pelo secretário-executivo da Cepal,
José Luis Machinea, em colaboração
com outras instituições da ONU, o estudo
pôde determinar que a pobreza extrema não
se deve apenas ao baixo crescimento econômico
mas também, e sobretudo, à má distribuição
da renda.
"A região se distingue como a mais atrasada
do mundo em termos de eqüidade ao constatar o contraste
marcado entre a participação no ingresso
dos 5% mais ricos e dos 5% mais pobres", ressaltou
a pesquisa. O levantamento sobre as famílias
indica que as 20% mais pobres captam entre 2,2% (Bolívia)
e 8,8% (Uruguai) da riqueza. Em contrapartida, as mais
ricas se apropriam de 41,8% (Uruguai) e 62,4% (Brasil).
O Uruguai registra a distribuição mais
equilibrada, onde a participação dos mais
ricos não passa de cinco vezes a dos 5% mais
pobres. No Brasil e na Bolívia, a relação
da participação de ambos setores atinge
20 e 26 vezes, respectivamente.
As informações são da edição
eletrônica do jornal Clarín.
Fonte:
UOL Edição eletrônica do Jornal
Clarinr
|